Polícia

ELES RASGARAM MEU FILHO IGUAL A UM CACHORRO.

02/09/2026 agentericardosoares@yahoo.com.br 1 views 3 min de leitura Favoritar

Ele perdeu o filho de forma brutal. Horas depois, trocou o próprio carro por uma arma, encontrou o homem apontado como responsável pela morte e decidiu fazer justiça com as próprias mãos.

Em 1º de maio de 2019, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, João Pedro Bento da Silva, de 22 anos, foi morto a facadas após uma discussão envolvendo futebol.

Segundo as investigações, João estava em uma confraternização quando se desentendeu com Lincon Martins Rodrigues e Bruno Giovani Pinto. A discussão terminou em violência e João foi atacado com várias facadas.

Lincon foi apontado como um dos responsáveis pelo crime.

Quando Florisvaldo da Silva soube que o filho havia sido morto, foi até o local para tentar entender o que tinha acontecido.

Ele ficou frente a frente com Lincon e perguntou por que ele havia matado João. Segundo o próprio Florisvaldo, Lincon teria negado inicialmente, mas depois admitido que havia sido responsável e ainda o provocado perguntando o que ele faria.

Florisvaldo então saiu dali.

Mas não foi para casa.

Ele foi até Curitiba, trocou o próprio carro por uma pistola calibre 9 mm e ainda entregou dinheiro na negociação. Depois voltou para procurar Lincon.

Horas depois, os dois ficaram novamente frente a frente.

Florisvaldo efetuou um único disparo na cabeça de Lincon. O rapaz foi socorrido em estado gravíssimo e levado de helicóptero para um hospital, mas morreu dois dias depois.

Florisvaldo não tentou esconder o que havia feito. Ele se entregou à polícia, confessou o assassinato e explicou que havia feito aquilo para vingar a morte do filho.

Em uma entrevista, ainda abalado, contou que não conseguia esquecer a forma como João havia sido morto.

“Eles rasgaram meu filho igual um cachorro”, afirmou, chorando.

Na época, Florisvaldo chegou a dizer que não se arrependia de ter matado Lincon e que estava disposto a responder pelo crime.

Ele ficou preso por cerca de 40 dias, mas depois passou a responder ao processo em liberdade. A polícia havia entendido que ele agiu tomado por forte emoção diante da morte do filho.

E o caso ainda tinha outro detalhe: Lincon não era o único homem apontado como envolvido na morte de João Pedro.

Bruno Giovani Pinto também foi acusado de participação no assassinato. Em março de 2026, ele foi julgado e condenado a 14 anos de prisão pelo crime. Florisvaldo acompanhou o julgamento do homem acusado de ter participado da morte do seu filho.

Mas o capítulo mais surpreendente veio sete anos depois. Em 9 de abril de 2026, Florisvaldo foi levado a júri popular em Almirante Tamandaré pelo assassinato de Lincon.

Mesmo tendo confessado o disparo, os jurados decidiram absolvê-lo.

João Pedro morreu aos 22 anos. Lincon morreu dois dias depois do tiro.

E o homem que decidiu vingar a morte do próprio filho, confessou o assassinato e passou anos respondendo pelo crime terminou absolvido pela Justiça em 2026

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