Polícia

OLHEM PARA O ROSTO DESSA MULHER. A VIOLÊNCIA NÃO ESCOLHE CLASSE SOCIAL.

02/09/2026 agentericardosoares@yahoo.com.br 1 views 2 min de leitura Favoritar

Giulia Melo Falcão, 27 anos, é cirurgiã-dentista. O marido, Ivo Vel Kos, 48 anos, é um empresário conhecido no mercado financeiro de São Paulo.

E o resultado é uma cena que, infelizmente, se repete todos os dias: uma mulher brutalmente agredida por um homem que acredita ser dono dela.

Segundo o relato de Giulia à polícia, foram soc@s no rosto e no corpo, agressões com um taco de beisebol e ameaças com uma arma de choque. Quando tentou ligar para o 190, teve o celular tomado.

Ela conseguiu fugir, gritou por socorro e foi acolhida por vizinhos. Depois, contou: “Eu vi a m@rte de perto.”

E há algo ainda mais grave em seu relato: Giulia afirma que as agressões físicas aconteciam desde o namoro e que também sofria violência psicológica.

Disse ainda que decidiu mostrar publicamente as marcas porque, quando denunciava anteriormente e ele negava, não acreditavam nela.

É por isso que eu repito: a violência contra a mulher não tem CEP, não tem classe social, não tem idade, não tem profissão, não tem religião e não tem nacionalidade.

Você pode ser médica, dentista, professora, empresária, empregada doméstica. Pode morar na periferia ou em um dos bairros mais ricos do país.

Basta ser mulher para correr o risco de encontrar um homem que confunda relacionamento com propriedade, ciúme com amor e controle com direito.

Não existe justificativa para um homem espancar uma mulher. Mulher não é propriedade. Mulher não pertence a homem nenhum.

Ivo foi preso em flagrante e, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, teve a prisão convertida em preventiva. Giulia pediu medida protetiva.

Que o rosto dessa mulher não seja apenas mais uma imagem que nos revolta por algumas horas. Que sirva para lembrar que, muitas vezes, por trás da imagem do “bom moço”, do homem respeitado e bem-sucedido, pode existir uma mulher vivendo um inferno dentro de casa.

ACREDITEM NAS MULHERES. DENUNCIEM. NÃO SE CALEM DIANTE DE UMA AGRESSÃO.

Porque violência contra a mulher não é briga de casal. É crime.

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