Quando você realizou seu último check-up?
Você costuma fazer exames periódicos anualmente?
O médico que você buscou para obter esse panorama geral da saúde era, por acaso, um cardiologista?
Essa última pergunta te assustou? Por quê? Ah, já sei! Você, assim como a grande maioria das pessoas, é adepta dos mitos: “quem procura acha!”, “Pra que procurar um cardiologista, não tenho nenhum sintoma?”, “Imagine!, mal passei dos 40 anos, ainda não estou nem perto de precisar de um médico do coração!”. Pois é, talvez você não concorde com todas essas afirmações, mas, certamente, alguma ou algumas delas já permearam o seu imaginário.
No entanto, o cardiologista e chefe da emergência do Hospital Cardiológico Costantini, Marco Antonio Singi, traz alguns pontos, que, de repente, podem te ajudar a mudar de ideia; não para sair correndo e buscar um cardiologista, mas, principalmente, para tentar ajudá-lo a lançar um olhar mais atento e mais completo para a própria saúde. “Um check-up cardiológico permite, ao médico e ao paciente, uma visão de um quadro clínico mais completo e uma possibilidade de analisar o todo, desde os pontos de atenção cardiovasculares, até o aparecimento de algum outro fator que possa desencadear uma doença associada”, detalha, dr. Marco.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% das doenças do coração podem ser controladas e/ou evitadas com tratamento e acompanhamento adequados. No entanto, a OMS alerta para o fato de que as doenças cardiovasculares são as que mais matam em todo o mundo. A cada 90 segundos, alguém morre em decorrência de uma cardiopatia.
Qual a diferença entre um check-up com um clínico geral e com um cardiologista
Conforme o dr. Marco já pontuou acima, o check-up quando é realizado com um médico cardiologista acaba sendo mais completo, já que o médico do coração precisa ir além da cardiologia, investigando fatores associados, visto que as doenças do coração são multifatoriais.
“O bom funcionamento do coração é essencial para que todo o resto também possa caminhar bem. Então, de nada adiantaria eu, como médica, olhar só o coração, sem saber se tem algo nascendo ou se estabelecendo aqui ou ali que possa vir a comprometer a saúde cardiovascular. Por isso, olhamos para as doenças associadas e acabamos abrangendo mais especialidades”, explica dra. Bianca.
Além do coração o cardiologista considera:
- Diabetes.
- Funcionamento dos rins.
- Hábitos de alimentação.
- Estresse.
- Hereditariedade.
- Qualidade de sono
- Pulmão.
“E, assim, acabamos lançando um olhar completo, crítico e cauteloso. Tudo isso pensando em fatores que possam vir a prejudicar o coração. Então, não precisamos entrar nos pormenores dos exames e sim do cuidado, do lado integral do ser humano, que é feito do todo!”, diz a dra. Bianca, reforçando o tratamento humanizado e detalhista que os médicos do Hospital Costantini têm aos seus pacientes.
A partir de qual idade é aconselhável buscar um cardiologista?
Segundo a Dra. Bianca Maria Prezepiorski, cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini (HCC), as atenções à saúde do coração devem começar na gestação. “Se a mãe fizer o acompanhamento correto e responsável, cuidar da saúde, a dela e a do bebê, não manifestar nenhuma doença associada às cardiopatias, como dislipidemia (aumento do colesterol ruim, o LDL) e pressão alta, por exemplo; se o bebe não nascer pré-maturo, entre outros fatores, isso já contribui muito para o não-desenvolvimento de uma cardiopatia em adultos jovens”, explica a médica. Mas, a Dra. Bianca, além dessas atenções desde o início, também faz questão de destacar o fato de as doenças cardíacas serem complexas porque podem ter múltiplas causas.
“A hereditariedade influencia? Sim. Mas tem os hábitos e a rotina da própria pessoa. É ativa?, se alimenta bem?, cuida para manter uma mente saudável?, com estresse controlado? Tudo isso importa!”, pondera a cardiologista.
A médica explica que muita coisa pode influenciar e “é por isso que precisamos buscar sempre profissionais em quem confiamos e, assim, manter o acompanhamento em dia. O “ir ao médico” precisa ser um movimento natural, um ato de autocuidado. Assim como planejamos com carinho nossas férias, as reuniões com nossos entes queridos e demais atividades, o cuidar da saúde deveria ser visto da mesma maneira. Afinal de contas, é melhor fazer tudo o que gostamos e o que nos dá prazer, quando nossa saúde está em dia e temos a segurança de que nada interromperá a nossa alegria, nossa comemoração!”, detalha a dra. Bianca.
FONTE: G1 Paraná

